o movimento
01 Set 2010 1 Comentário
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Às vezes, me questiono a respeito do que impulsiona um movimento. Sei do que a Física fala, sobre a variação da posição de um objeto ou ponto material no decorrer do tempo em relação a um referencial inercial. Mas, e o que é perene, intocável, imperceptível? E o que tange o universo das sutilezas?
Não há ciência que endosse a representação de belos acordes engendrados por letras de música. Ou, parágrafos que carregam uma trama digna de volumes para justificar a atração por um determinado livro. Quem sabe, cenas absortas em silêncio ou carregadas de diálogos naquele filme que nos toca. O que move uma lágrima a se derramar delicada ou velozmente pela face? Uma mão a procurar por outra no meio de uma multidão? Abrir os olhos todos os dias em busca do que pode ser belo/bom?
E o movimento contrário, de retrair-se num ímpeto desesperado de sobrevivência? Que força é essa que pulsa um coração descompassado? O que nos faz continuar, ao invés de parar, nesse script no qual mergulhamos? A Física, cartesianamente, destila complexas teses sobre algo tão sutil e humanamente nato. O que nos move é sagrado. E ponto.
Set 04, 2010 @ 16:30:28
oi Liliana! Encontrei seu blog meio por acaso, graças ao twitter, e já virei fã. A qualidade e a densidade de seus textos, vejo, permanecem intocáveis. O gosto pela boa música, então, ê, que beleza!!!
beijo, menina, saudades de você!
Jana