muito pouco

Muito a dizer e pouco a falar. Ausente do blog, e com a consciência pesada por causa do tempo, nada mais adequado para os temas que o último projeto do Moska.

Solar e agridoce, o cantor e compositor apresenta um álbum duplo – agora, pela gravadora Biscoito Fino – cujos nomes “Muito” (para um deles) e “Pouco” (para o outro) brincam com a dualidade/opostos da imensidão dos sentimentos.

Em resumo: “Muito” vem cheio, com instrumentação mais marcada; “Pouco” se atenta às harmonias diretas, mas nem por isso menos sofisticadas. Um prato cheio para os trocadilhos, mas acaba sendo quase impossível não chegar nos clichês.

Adoro esse artista que é apaixonado por filosofia e às vezes utiliza “técnicas” dadaístas para compor. Seu violão é suingado, preciso e envolvente. Me encontro fácil em suas letras, para depois me perder como um “móbile solto no furacão”.

É incrível como me apaixono fácil por músicas (letra+melodia)! Acho que sou romântica…

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